
Forjada pelo fogo Em contraste a semeadura Alastra as suas fronteiras Pelos resquícios de fartura Destruindo matas inteiras Com grosseira agricultura. Produz também homens Que suas vidas inteiras Seguem em fileiras Vivendo as agruras Constroem barreiras E moldam a cultura.saindo de sua terratrazendo na bagagem sonhos vazio Os homens têm em suas faces Uma imagem monocultora Na sobrevida de impasses Na indústria opressora,No labirinto da existência letal Posto à classe trabalhadora.ao Centro Oeste vindo do Nordeste Secas terras, porém verdes Só têm a cor da vida Mas, esta já foi castrada,Vidas mortas, desagregadas O ser dormente da árdua jornada A esperança ausente, pois, já foi roubada.Nessas vidas mutiladas, Nesses tantos dias a fio Na humanidade usurpada Nas infâncias violadas Pela força maturadas, Dessa gente mortificada Desses filhos do Brasil.sem direitos ou proteção A corrupção atroz Continua a ser fronteira Nesse mundo semi-feudalPautado por cercas e barreiras, Onde pensar é anormal Assim , como tudo que é vivente Onde viver é uma besteira Pois, é contraproducente.e quem não produz não tem valor O ser condicionado pelas barreiras E pelo espaço ausente Está preso mas não sente Tem na fé sua companheira, E segue o ritmo da dança Que o bom civil é quem balançaa cabeça a vida inteira, E SE FAZ O-B-J-E-T-O E SE FAZ S-U-I-C-I-D-A E SE FAZ B-A-G-A-Ç-O nesse strutura que moe a vida. E o trabalho explorado É a única matéria que lhe tange, O açúcar com gosto de sangue Que é o produto deste reinado. Deste mundo que vive no passado Num Brasil que ainda é colonial Que cultiva um viver medieval Que corrompe o ser e a vida inteira,Faz dos homens bagaços E da vida fronteiras E a cerca e o aço É a ordem, a fileira, E o exército é quem sobra Pra servir de mão de obra Pra esta nação sem bandeira, Nesse sistema que mata Nesta zona da mata CIVILIZAÇÃO CANAVIEIRA.

